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O que acontece quando consumimos produtos orgânicos?
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Sabe-se que 80% da produção orgânica no país são cultivadas em propriedades rurais pertencentes a grupos familiares. No principal relatório econômico internacional do setor orgânico, O Mundo da Agricultura Orgânica 2007 (The World of Organic Agriculture 2007), feito pela Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica (IFOAM, sigla em inglês), o Brasil aparece com cerca de 20 mil produtores orgânicos, direcionados principalmente, para a produção de hortaliças. Eles têm na atividade agrícola praticamente sua única alternativa de vida.

A Lojinha da Eva tem o privilégio de comprar diretamente deles, sem atravessadores, pagando-lhes um valor justo e contribuindo para fixá-los no campo em melhores condições. Por outro lado, os consumidores ganham em praticidade ao receberem, com segurança, produtos orgânicos fresquinhos, além de contarem com uma boa variedade de outros produtos certificados.

Como premissas os agricultores orgânicos seguem quatro princípios básicos:

Respeito a Natureza: Como a produção orgânica obedece a normas rígidas de certificação, seu manejo exige cuidados elementares com a conservação e preservação de recursos naturais, como, por exemplo, a não utilização de agrotóxicos e drogas venenosas, evitando dentre outras coisas a contaminação dos lençóis freáticos.

Respeito ao Solo: O solo é a base do trabalho orgânico e tratado como elemento vivo. Vários resíduos são reintegrados: esterco, restos de verduras, folhas, aparas, etc., e devolvidos aos canteiros para que sejam decompostos e transformados em nutrientes para as plantas. Essa fertilização ativará a vida no solo; os microorganismos além de transformar a matéria orgânica em alimento para as plantas tornarão a terra, porosa, solta, permeável à água e ao ar. O grande valor da horticultura orgânica é promover permanentemente o melhoramento do solo. Ao invés de mero suporte para a planta, o solo será sua fonte de nutrição.

Rotação de Culturas: é utilizada como forma de preservar a fertilidade do solo e o equilíbrio de nutrientes. Contribui também para o controle de pragas, pois o cultivo das mesmas culturas nas mesmas áreas poderia resultar no aparecimento de doenças e infestações. As monoculturas são evitadas. A diversidade é fator que traz estabilidade ao agrossistema, pois implica no aumento de espécies e na interação entre os diversos organismos.
O cultivo consorciado, isto é, o plantio de 2 espécies lado a lado, contribui para o controle da erosão, pois mantém o solo coberto. Muitas espécies podem ser associadas entre si, pois se favorecem mutuamente:

  • Espécies que produzem muita sombra podem ser associadas àquelas que gostam de sombra; ex: tomate e salsa.
  • Espécies que exalam odores e afugentam insetos: ex: alface e cebolinha.

Independência dos sistemas de produção: utilizando recursos da própria propriedade rural, o agricultor gera menor dependência possível de insumos externos tais como agrotóxicos e adubos químicos e livram-se de sementes transgênicas.