Todos nós, sejamos crianças, adolescentes, jovens, adultos ou idosos, temos uma incrível fome de viver.
Tentamos saciá-la, devorando vitaminas, fórmulas, cápsulas, suplementos, com ou sem receita médica, para conseguirmos a energia que queremos. E quando esses são "naturais" ficamos mais seguros, porque nos disseram que "quando é natural não faz mal".
Podem não fazer mal, mas será que realmente cumprem as promessas dos seus rótulos, de prevenir e até curar doenças? E se tentássemos obter energia do nosso alimento?
Nos últimos 20 anos foram catalogadas, só no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, mais de 10.000 pesquisas, cujos resultados comprovam o poder medicinal dos alimentos. Foram achados centenas, (mas talvez sejam milhares) de fitoquímicos nas frutas, verduras, legumes, grãos e nozes.
E não somente as vitaminas e os minerais que levam a fama. É todo um buquê de componentes superativos com nomes estranhos, como licopeno, carotenóides, ácido fólico, luteina, zeaxantina, polifenóis, resveratrol, ácido elágico, bioflavonóides, além de diversos antioxidantes poderosos. Parece que a combinação natural destes fitoquímicos com os antioxidantes, as enzimas e fibras é que confere aos alimentos vegetais a capacidade de realmente beneficiar a saúde, o que não ocorre ao tomarmos suplementos.
Ao comparar os dados destas pesquisas, a conclusão dos cientistas foi a seguinte: O CORPO HUMANO NECESSITA DE UMA ALIMENTAÇÃO NATURAL E BEM VARIADA PARA NÃO ADOECER. Dando um exemplo, um terço de todos os casos de câncer está relacionado aos hábitos alimentares.
Em recente congresso internacional de câncer, o porta-voz da Organização Mundial de Saúde afirmou: "Se as pessoas incluissem 5 porções" de frutas e verduras cruas em seu cardápio diário, poderiam reduzir em 50% o risco de contrair câncer de cólon, estômago, pulmão, próstata, pâncreas, útero, ovário e esôfago".
Frutas, legumes e verduras, especialmente quando consumidos crus, são antioxidantes e neutralizam os radicais livres que provocam a degeneração ou a morte das células. As fibras alimentares dos vegetais crus e dos cereais integrais aumentam o bolo fecal e assim mantêm o intestino limpo. Desta forma evitando-se colite, diverticulose, apêndicite, câncer de cólon 60 outras doenças.
Nossos alimentos podem ser classificados em 4 grupos, de acordo com a energia que transmitem ao nosso organismo:
. Alimentos que geram vida, chamados BIOGÊNICOS: Germes e brotos dos grãos, das ervas e hortaliças.
. Alimentos que ativam a vida, chamados BIOATIVOS:Frutas, verduras, hortaliças, cereais, sementes, nozes, castanha, consumidos crus, maduros e bem frescos.
. Alimentos que somente conservam e às vezes diminuem a vida, chamados BIOESTÁTICOS, que garantem o funcionamento mínimo do organísmo, mas envelhecem as células, porque não fornecem as substâncias vivas para a sua regeneração. São comidas estocadas, refrigeradas, cozidas e fritas.
. Alimentos que destróem a vida chamados BIOCÍDICOS: Não são mais alimentos, porque sua sua energia vitalizante foi destruida por processos artificiais como refinação, conservação e aditivos químicos. São as comidas industrializadas, que infelizmente são mais utilizadas nos dias de hoje. Os alimentos vivos (BIOGÊNICOS E BIOATIVOS)fornecem energia, enquanto os alimentos BIOESTÁTICOS e BIOCÍDICOS nos tiram a energia. Não precisamos renunciar totalmente a estes alimentos, mas a nossa alimentação deve consistir de no mínimo 60 a 80% de alimentos vivos (biogênicos e bioativos), conter no máximo de 20 a 40% de alimentos bioestáticos, e a menor quantidade possível de alimentos biocídicos.
Fonte:
Catharina Walzberg - 16/10/2005
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